OS TRABALHADORES DA ANACOM QUEREM UMA AVALIAÇÃO JUSTA E ATEMPADA DO TRABALHO QUE DESENVOLVEM ANUALMENTE

Uma avaliação justa pressupõe a fixação de objetivos específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e definidos num determinado período de tempo e sempre no início de cada ciclo de avaliação.

Contudo, esta não é a realidade da ANACOM no que ao processo de definição de objetivos, e consequente avaliação dos resultados, diz respeito.

Os objetivos na ANACOM são, na generalidade (i) fixados após o decurso do período temporal relativo ao objeto da avaliação, (ii) não sendo, em larga medida, mensuráveis o que, quase sempre, resulta num mero cumprimento formal do procedimento instituído, não resultando deste uma efetiva e meritória avaliação do desempenho, como seria expectável.

Na verdade, este procedimento, ou a forma como tem sido implementado, dificulta uma correta e clara adequação na realização do trabalho de cada um, tendo em conta um suposto cumprimento de objetivos, que só é fixado e comunicado à posteriori, dificultando, ainda, ou inclusive impedindo, uma superação dos mesmos.

No âmbito do processo de avaliação de desempenho, referente a 2018, os trabalhadores da ANACOM estão, agora, a ser confrontados com a fixação dos respetivos objetivos no decurso do terceiro trimestre de 2019.

Este facto retira qualquer eficácia que o processo de avaliação de desempenho pretenda ter, tanto para a própria gestão, como para o próprio trabalhador, uma vez que as propostas para os objetivos são fixadas após o trabalho desenvolvido, podendo ocasionar eventuais situações de injustiça ou favorecimento imerecidos.

Esta realidade tem contribuído para um sentimento de injustiça, e de total ausência de credibilidade, junto dos trabalhadores, contrariamente ao que se pretenderia suscitar perante um processo de avaliação de desempenho.

Este comportamento não pode continuar a ser tolerado numa organização que se diz ser de excelência, regida pelo rigor procedimental e pautada pela transparência nas suas atuações.

O SINDETELCO entende que esta forma de proceder pode impossibilitar o alcance da excelência, não se traduz numa rigorosa avaliação, podendo originar situações de imerecida injustiça, não demonstrando, portanto, qualquer tipo de transparência na sua implementação.

Também não é aceitável que os trabalhadores, em finais de 2019, devam validar os objetivos referentes ao ano de 2018, por forma a ser possível a concluir o respetivo processo de avaliação. Recordamos que os objetivos – e também as competências – não foram formalmente comunicados no início do ciclo avaliativo, tendo dificultado ou impossibilitado o seu cumprimento, ou impedido a superação dos mesmos, relativamente ao ano de 2018.

Apesar de, sistematicamente, a ANACOM, através do atual, bem como dos anteriores Conselhos de Administração, prometer aos representantes dos trabalhadores, como aos próprios, melhorias do sistema, o que se tem verificado é que ano após anos a situação não encontra alterações ou melhorias.

Ao contrário o que os trabalhadores têm constatado é, que apesar das constantes promessas de melhoria, ou da alteração dos formalismos, se mantêm, repetem, ou agravam as situações de injustiça.

Resta, após reflexão, analisar as razões invocadas pelos trabalhadores ao manifestarem insatisfação quanto ao atual sistema de avaliação.

Importa, igualmente, refletir na forma como o mérito é reconhecido e recompensado, de forma pouco coerente. É pedido mais empenho, abnegação, e cada vez mais espirito de sacrifício, quando a moeda de troca se revela ineficaz, insuficiente, obscura e por vastas vezes altamente injusta.

POR UMA AVALIAÇÃO JUSTA E ATEMPADA DO TRABALHO

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