O SINDETELCO esteve presente nas reuniões de dia 17 e 18 de Setembro em Cabo Ruivo onde a Estrutura dos CTT reuniu com os trabalhadores do Edifício.
Mesmo num ambiente globalmente sensato, na primeira reunião saímos com a convicção da posição inflexível dos CTT quanto à substituição da Cláusula 53ª do AE: pôr autocarros a saírem de 3 pontos centrais de Lisboa, inflexível ao negar qualquer pagamento da portagem diária do MARL ( € 3,05/dia) a quem utilize a sua viatura particular. Para já este acréscimo de custos e as condições de trabalho foram justificadamente as preocupações manifestadas pelos trabalhadores.
Na 2ª reunião a posição da Estrutura da Empresa flexibilizou-se com a não exclusividade dos autocarros e também sobre a portagem do MARL, e informando sobre posterior inquérito junto dos trabalhadores sobre os hábitos de transporte.
Se os CTT querem “dar futuro aos trabalhadores” com a junção destes 2 grandes edifícios, devem juntar à conveniência da gestão a conveniência das pessoas que servem os CTT há muitos anos. É também tempo dos CTT mostrar que precisa das pessoas, pois várias assumiram que querem continuar e não discutem a mudança. A empresa deve corresponder com a mesma lealdade que recebe há anos nesse histórico edifício.
O SINDETELCO visitou o MARL, e o que se pede sobre condições de trabalho é que os CTT não exponham as pessoas àquilo que a CTT Expresso tem exposto as suas pessoas neste período de obras. Não se aceita que a partir de 12 de outubro comecem as primeiras transferências, e encontrem lá as “condições mínimas” tendo de esperar por 1 de Dezembro para terem as “condições ideais”.
Os trabalhadores dos CTT não poderão ter um tratamento diferenciado do que os da CTT Expresso, dado que todos os Trabalhadores e independentemente do vínculo têm o cartão anual de acesso ao MARL.
Enquanto aguardamos ser recebidos pelos CTT para discutir os moldes da mudança dos trabalhadores para o MARL, continuaremos a acompanhar esta situação.
O SINDETELCO continuará a defender que a mudança para o MARL se faça com respeito e condições dignas para os trabalhadores.
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