2009 - Março - 26 INICIO DAS NEGOCIAÇÕES - REVISÃO SALARIAL CTT 2009

A Administração dos CTT – Correios de Portugal SA, apresentou no dia 19 de Março de 2009, a sua contraproposta de revisão salarial do AE CTT - 2008, para 2009, com os seguintes valores:

Ø  Vencimento Base: 1,20%   
Ø 
Diuturnidades: 1,20%

Ontem, dia 25 de Março de 2009, realizou-se a primeira reunião de Negociação da Revisão Salarial. Marcaram presença os 5 Sindicatos subscritores e os 2 aderentes do AE CTT - 2008. Todos nós iremos negociar o aumento dos vencimentos da maioria dos trabalhadores dos CTT (mais de 9000) que já aderiram ao AE CTT - 2008.

Na contraproposta apresentada pela Empresa estranhamos o facto de não ter sida apresentada qualquer proposta de aumento, no que diz respeito às restantes matérias de expressão pecuniária, nomeadamente, subsídios de alimentação e limites mínimos das bandas salariais de referência, mas esperamos que haja uma evolução da posição da Empresa com o decorrer das negociações. 

A Administração dos CTT divulgou nesta reunião, em termos de fundamentação económica, os resultados de 2008 que foram bastante positivos, facto que é quase uma excepção no sector empresarial do Estado. Mas verdade se diga, os trabalhadores dos Correios raramente sentem o reconhecimento do accionista Estado. 

Os bons resultados apresentados pelos CTT, ao longo dos últimos anos, espelham claramente a motivação, esforço e profissionalismo dos trabalhadores que merecem ver o seu trabalho reconhecido com aumentos dignos e motivadores. 

Os Correios parecem estar assim preparados para enfrentar os novos desafios do futuro, salvaguardando os postos de trabalho existentes e criando mais postos de trabalho, à semelhança do que aconteceu em 2008, com a admissão de 120 novos trabalhadores a contrato sem termo. Em 2009 serão admitidos, no mínimo, mais 100 trabalhadores nestes mesmos moldes, facto que decorre da Negociação Colectiva e do Diálogo Social que sempre defendemos. 

Relembramos a seguir a proposta que apresentámos para a revisão salarial 2009:

MATÉRIA SALARIAL

AUMENTO %

MATÉRIA SALARIAL

AUMENTO %

Tabela Salarial

3,3%

Subsídio CRT, Atendimento e CA

3,3%

Diuturnidades

3,5%

Complemento Especial de Distribuição

3,3%

Subsídio de Refeição

3,3%

Subsídio de Infantário

3,3%

Subsídio de Pequeno-Almoço

3,3%

Subsídio de Amas

3,3%

Abono de Condução

3,3%

Subsídio para Falhas

3,3%

Subsídio Acumulação Motoristas

3,3%

Apoio Cessação Actividade Profissional

3,5%

Subsídio Cargas e Descargas

3,3%

Subsídio de Atendimento

3 € / dia

Subsídio Divisão / Indexação

3,3%

 

 

Nesta primeira sessão negocial foi apresentada pela Empresa a sua proposta de metodologia negocial que, após várias considerações, foi aceite por todos os Sindicatos. Ficaram agendadas novas sessões negociais para os dias 31 de Março e 3 de Abril de 2009.

 

2009 - Março - 26 DPM - GRUPO PT

Ontem, dia 24 de Março de 2009, e na presença da DHT, representada pelo Dr. Luis Silva, o Secretariado Nacional do SINDETELCO reuniu novamente com o Administrador responsável pela DPM, Eng. Rui Gonçalves Pereira.

Nesta reunião e na sequência dos problemas que nos têm sido transmitidos pelos trabalhadores desta Direcção, o SINDETELCO teve oportunidade de obter os seguintes esclarecimentos.

Complementos de Função

Tendo ocorrido há pouco tempo, a alteração dos complementos de função dos gestores de clientes oriundos da PT Comunicações, e tendo em conta que esta não era uma prática remuneratória aplicada aos trabalhadores da TMN, quisemos perceber se a compreensiva aproximação das condições remuneratórias e de trabalho estavam a ser feitas numa simples lógica de redistribuição, com nivelamento por baixo, ou se esta alteração obedecia a outra lógica de gestão mais compreensível e aceitável.

O Administrador esclareceu que o objectivo pretendido foi uma alteração mais vasta das condições remuneratórias, com alguma diminuição da componente fixa e maior incentivo na componente variável, nomeadamente, através do sistema dos “Quartis” que permite a indexação dos resultados individuais aos resultados de equipa e vice-versa, possibilitando aos melhores desempenhos verem o seu trabalho remunerado muito acima do anterior modelo de comissões de vendas, sendo este processo absolutamente mensurável e transparente.

O Secretariado Nacional do SINDETELCO não pôde deixar de constatar que esta mensagem não foi transmitida de uma forma correcta, tendo subsistido a ideia de que os trabalhadores da PT Comunicações estavam a ser prejudicados, o que é absolutamente inaceitável.

Neste sentido insistimos na necessidade de uma melhor comunicação com os trabalhadores por forma a evitar mal entendidos, geradores de instabilidade e descontentamento.

Produtos “Core”

O SINDETELCO salientou a necessidade de uma melhor definição dos produtos “Core” para a DPM, insistindo nalguma confusão existente e sensibilidades diferentes na forma de abordagem comercial, decorrentes da transversalização da oferta comercial do Grupo PT e da convergência fixo-móvel.

Estão assim claramente definidos cinco produtos “Core” para a área da DPM, sem prejuízo de todos os outros, nomeadamente os ligados à rede fixa: redes, ADSL, parque telefónico, etc: 

ü  Banda Larga fixa e móvel;
ü 
MEO;
ü 
Voz fixa e móvel.

Dimensão das Carteiras de Clientes

Informámos ter conhecimento de carteiras excessivas, com mais de 140 clientes, o que claramente prejudica a relação gestor/cliente e põe em causa o desenvolvimento e acompanhamento dos negócios.

O Administrador informou que tendo presente a anterior situação de uma média de 80 clientes por carteira / gestor, nas PME’s, a constituição da DPM alterou o perfil de cliente desta área, passando este a ser de menor dimensão / facturação, permitindo assim um aumento das carteiras para uma média de 110 clientes.

O Administrador concordou que carteiras excessivas são prejudiciais ao negócio e não é política da DPM, tendo-se comprometido a reanalisar esta situação caso-a-caso e a corrigir eventuais distorções.

Ocupação dos Espaços / Condições de Trabalho

Salientámos o facto da actual partilha do espaço de trabalho não estar a ser interpretada da melhor maneira, até por políticas contraditórias quanto às ausências para reuniões com clientes e obrigatoriedade de permanência no local de trabalho, originando aglomerações de trabalhadores a certas horas e a certos dias que, tendo de partilhar secretárias, por vezes se sentam “onde é possível”, o que, no mínimo, é atentatório da dignidade do trabalho.

O Administrador respondeu que é orientação na DPM que os gestores privilegiem a presença junto dos clientes, em detrimento da presença na Empresa, pelo que qualquer outro tipo de orientação não faz sentido. Neste contexto e considerando que o trabalhador não tem de estar todos os dias no seu local de trabalho é possível, de uma forma concertada, evitar estas aglomerações, tendo-se disponibilizado para analisar, em pormenor, as práticas nos vários departamentos.  

JUSTIFICAÇÕES EM PONTÓGRAFO / PORTAL

O Secretariado Nacional do SINDETELCO questionou o porquê da DPM estar a usar o Portal para as justificações de ausências, quando existem orientações da DHT para a uniformização no Grupo da utilização do Pontógrafo, tendo suscitado dúvidas nos trabalhadores, quanto ao facto de estarem cobertos pelos seguros de acidentes de trabalho quando se deslocam em serviço, tendo em conta que o Portal só permite introduzir justificações de ausências depois de estas se verificarem.

A DHT esclareceu que o problema da cobertura dos seguros de acidentes de trabalho está totalmente salvaguardado.

O Administrador, Eng. Rui Gonçalves Pereira, esclareceu que não existe nenhum motivo em especial para este procedimento, até por os comerciais estarem munidos de portáteis com placas de banda larga, o que lhes permite aceder a qualquer dos sistemas, em qualquer lugar em que se encontrem.

Ficou ainda de saber se existem constrangimentos ao nível da integração de sistemas com influência no processamento de salários pela PT-PRO para poder informar posteriormente.

Analisados estes casos, foi assim constatado pelos presentes, alguma falta de informação e a necessidade de reuniões futuras, pelo que todos se disponibilizaram para o efeito.

 

2009 - Março - 23                      O CONSELHO GERAL DO SINDETELCO REUNIU E DECIDIU

O Conselho Geral do SINDETELCO reuniu nas instalações da nossa sede, em Lisboa, tendo aprovado vários documentos, como o Plano e Orçamento para 2009 onde constam as nossas metas e objectivos e as contribuições de filiação para a UGT e UNI Global. O Conselho Geral tomou conhecimento dos resultados positivos da gestão consolidada de 2008 que se situaram em cerca de 97.000 Euros e decidiu que o nosso próximo Congresso se realizará no último trimestre de 2009. Discutiu também a situação político-sindical nos vários sectores de actividades e suas respectivas contratações colectivas de trabalho. 

Analisou-se ainda a participação dos nossos 27 Delegados ao XI Congresso da UGT – União Geral de Trabalhadores, que se realizou nos dias 20 e 21 de Março de 2009, na aula magna da Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa. 

No ponto referente à contratação colectiva aprovou o documento, MOÇÃO, que a seguir reproduzimos integralmente, sobre os resultados da PT Comunicações:

MOÇÃO

Na sequência das notícias vindas a público, sobre as negociações do AE 2009, em curso na PT COM (conforme comunicado 6/SN/2009, do SINDETELCO), o Conselho Geral, reunido em Lisboa, na Sede do Sindicato, no dia 7 de Março de 2009, declara que:

O Conselho Geral do SINDETELCO conhecendo as centenas de milhões de Euros de lucros, apresentados pelo Grupo PT, que nos apraz registar, fruto do esforço dos seus trabalhadores, não pode aceitar que sob sobre a capa da crise – como se a PT também estivesse em crise – não proceder a aumentos nos vencimentos dos seus trabalhadores.

O Conselho Geral considera que os trabalhadores da PT COM, deram um contributo decisivo, não só para os resultados positivos de 2008 mas também para a consolidação de todo o Grupo PT e assim deliberou:

1.    Que é inaceitável a proposta de aumento de 1% para salários base até 900,00 € e de 0% para salários base superiores a 900,00 €.
2.
   
Autorizar que o Secretariado Nacional tome as medidas necessárias no sentido de serem alteradas as posições da Administração da PT COM, quanto a aceitar uma proposta razoável de aumentos para todos os trabalhadores.
3.
   
O Conselho Geral aprova desde já todas as formas de luta que o Secretariado Nacional do SINDETELCO, considerar necessárias para obrigar a Administração da Empresa a rever a sua posição, incluindo o recurso à greve.

Lisboa, 7 de Março de 2009

 

Este comunicado será distribuído pelos meios normais e regulares e ainda na Assembleia Geral de Accionistas da Portugal Telecom que se realiza no final de Março de 2009.

2009 - Março - 23 PORTUCEL AVANÇA PARA ACTO DE GESTÃO DE 1,6%

Depois de todas as organizações sindicais terem rejeitado a última proposta da PORTUCEL, relativa aos aumentos salariais, que se cifrava nos 1,6%, a Administração da Empresa resolveu implementar a sua proposta por acto de gestão.

Esta posição de intransigência lesa claramente os interesses dos trabalhadores que diariamente contribuem para o sucesso da Empresa, que assim poderão ver os seus salários reais deteriorados em 2009, a menos que a inflação continue a baixar, durante o ano de 2009, para valores abaixo de 1,5%. 

Não foi possível demover a empresa desta posição unilateral e impositiva, apesar da tentativa que fizemos para conseguir um acordo que levasse a empresa a assumir um compromisso de aumento dos salários reais para 2009 e anos seguintes.

Desde cedo que a PORTUCEL não mostrou vontade negocial, anunciando durante todo o processo, que se os 1,6% de aumento não fossem aceites avançaria com acto de gestão.  

Para o Secretariado Nacional do SINDETELCO este valor apenas seria viável de aceitar se fosse possível obter quaisquer outros ganhos para os trabalhadores que compensassem este fraco aumento, o que não veio a acontecer.

No nosso entender perdeu-se mais uma oportunidade de criar um bom clima de Diálogo Social que muito ajudaria a resolver os problemas laborais que ainda subsistem na Empresa. 

Como nota final relembramos que a Empresa decidiu manter este ano o dividendo pago aos accionistas…e com este acto de gestão baixar o poder de compra dos trabalhadores.

São dois pesos, duas medidas…

Mais uma vez a justiça laboral e a responsabilidade social ficam arrumadas num canto. E mesmo a actual crise, não pode justificar, por si só, estas posições arbitrárias da Administração da PORTUCEL que em nada beneficiam a Paz Social e afectam negativamente a motivação dos trabalhadores no exercício das suas funções.

 

2009 - Março - 11 EM DEBATE NA EUROPA

O Secretariado Nacional do SINDETELCO teve oportunidade de participar em dois Seminários, em Bruxelas, onde estiveram em análise e debate dois temas que estão na ordem do dia: “Assédio Moral e Violência no Trabalho” e “Mais oportunidades de Formação para os Trabalhadores das Agências de Trabalho Temporário”.  Vamos explicitar estas duas realizações:

“Assédio Moral e Violência no Trabalho” 

Organizado pela CES/ETUC (Confederação Europeia de Sindicatos), este Seminário teve como tema central a forma como os países europeus estão a implementar o acordo autónomo (Acordo-quadro), negociado entre a CES/ETUC, as Federações Empresariais Europeias e a Comissão Europeia, sobre “Assédio Moral e Violência do Trabalho”.

Constatou-se que na maior parte dos países europeus, à excepção dos países nórdicos, este acordo não está ainda implementado nos Acordos de Empresa e em alguns países, nem sequer na legislação nacional existem referências a esta matéria. Conclui-se, através dos diversos contributos dos representantes sindicais europeus, que o assédio e a violência no local de trabalho constituem realidades presentes na Europa, atentando contra a personalidade, a dignidade e a integridade física e psíquica dos (as)  trabalhadores (as).

Este Acordo-quadro negociado através do processo de Diálogo Social Europeu contém um conjunto de orientações gerais destinadas aos parceiros sociais, respeitantes "a possíveis formas de prevenção, identificação e gestão dos problemas relacionados com estas matérias". O Acordo-quadro condena todas as formas de assédio e violência no trabalho, "as quais podem ser físicas, psicológicas ou sexuais", "desde casos quase insignificantes de falta de respeito, até acções mais sérias, incluindo ofensas criminais, as quais requerem a intervenção das autoridades públicas”.                                       

Todos os parceiros sociais reconheceram que o assédio e a violência podem, potencialmente, afectar qualquer local de trabalho e qualquer trabalhador (a), embora alguns sectores, bem como determinados grupos de trabalhadores, se encontrem mais sujeitos a tais riscos. Segundo alguns organismos europeus, em finais de 2000 estimava-se que dois por cento dos trabalhadores europeus (cerca de três milhões de pessoas) eram vítimas de violência física provocada por colegas/superiores hierárquicos e cerca de 13 milhões de pessoas, ou seja, nove por cento dos trabalhadores, eram sujeitas a acções de intimidação.

Em Portugal a legislação não estabelece nenhum regime especial directamente aplicável ao assédio e violência no trabalho, embora esta matéria tenha referências em algumas leis, como princípios gerais, nomeadamente na Constituição, Código de Trabalho e Código Penal. Sabemos que esta matéria está actualmente em discussão na Assembleia da República.

Mais oportunidades de Formação para os Trabalhadores das Agências de Trabalho Temporário 

Organizado pela UNI-Europa este Seminário pretendeu analisar e reflectir a formação vocacional e a necessidade de mais acções de formação para os trabalhadores contratados pelas agências de trabalho temporário. No evento todos os intervenientes reconheceram o enorme contributo que as agências de trabalho temporário têm dado para activar políticas específicas no mercado de trabalho, tais como o Teletrabalho.  

Ficou patenteado que existe uma necessidade contínua de formação para os trabalhadores contratados pelas agências de trabalho temporário como forma de compensar a precariedade em que muitos se encontram. Por outro lado, esta formação mantém estes trabalhadores devidamente capacitados para o concorrencial mercado de trabalho que existe na Europa e para os novos desafios que diariamente surgem nas Empresas. 

Um estudo realizado sobre este tema concluiu que embora esta formação seja cada vez mais uma realidade e uma necessidade, ainda existem bastantes países europeus onde ela é escassa, facto que urge mudar com um papel activo dos Sindicatos na influência das políticas empresariais, pois algumas empresas continuam a refugiar-se na falta de recursos financeiros para dotar os seus trabalhadores de formação contínua e adequada à sua função. Recordamos o esforço que temos feito, através da realização de centenas de cursos que realizámos em todo o país.

 

2009 - Março - 10 ALTERAÇÃO DE HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DELEGAÇÃO NORTE - SECTOR GRÁFICO

No sentido de proporcionar um melhor acompanhamento aos associados do Sector Gráfico, a Delegação Regional do Norte do SINDETELCO, a partir do próximo dia 21 de Março de 2009, estará aberta também aos Sábados, entre as 09h00 e as 12h30.

No seu próprio interesse contacte-nos para trocarmos opiniões sobre os problemas que porventura possam existir na sua empresa.

Todas as trocas de informação são absolutamente confidenciais.

2009 - Março - 06 AE PT COMUNICAÇÕES 2009

- Actualização de 1% para salários base até 900 €uros;
- Actualização de 0% para salários base superiores a 900 €uros;
- Discussão de regimes – análise da revisão dos regimes de prevenção e trabalho suplementar em vigor nos termos do AE;
- Adequação dos regimes de apoio social existentes.
 

Esta foi a contra-proposta apresentada pela Empresa às Associações Sindicais ontem dia 5 de Março de 2009, na primeira sessão de negociações.

O Secretariado Nacional do SINDETELCO não pode deixar de referir que considera estas propostas inaceitáveis do ponto de vista negocial, tendo desafiado a Empresa a rever a sua posição, considerando que nada justifica propostas tão redutoras, a não ser puras especulações sobre os efeitos da crise internacional nos mercados e na evolução do negócio das telecomunicações.

Consideramos muito importante que a Empresa tenha decidido a não implementação de planos de saídas em 2009, bem como a disponibilidade para a criação de 400 novos postos de trabalho, admitindo assim muitos dos nossos colegas estagiários e “trainees”, em linha com as preocupações por nós manifestadas e pela UGT, em defesa da sustentabilidade do emprego e contra a precariedade.

Sabemos que as politicas sociais praticadas na PT Comunicações têm um custo elevado (estabilidade dos fundos de pensões, planos de saúde, regimes de previdência, saídas negociadas sem recurso a despedimentos, etc), e por isso são por nós apoiadas e defendidas, nomeadamente através de medidas que garantam a sua sustentabilidade, aumentando a contribuição dos trabalhadores, permitindo com isso que a Empresa se assuma como “a Empresa de referência no panorama empresarial português”.

O Secretariado Nacional do SINDETELCO sabe que a PT necessita de se manter competitiva e para isso precisa de realizar fortes investimentos na rede e infra-estruturas, nomadamente na evolução para a fibra óptica e no negócio da televisão (IPTV, Satélite, TDT).

Mas também sabemos que foi com esta estrutura de custos e com necessidades de investimento, em tudo semelhantes, que a PT apresentou os resultados que apresentou em 2008, orgulhando-se de crescer em todos os negócios, em contraciclo com o clima de crise existente.

Também sabemos que no mercado doméstico e, concretamente na PT Comunicações, as receitas cresceram significativamente, fruto da boa aceitação do serviço MEO, tendo a Empresa apresentado lucros significativos como sempre, e apesar de alguma quebra no numero de clientes, fruto dos efeitos da concorrência.

O Secretariado Nacional do SINDETELCO também sabe que aos custos com pessoal se somam custos de estrutura que, no mínimo, são discutíveis, se nos quisermos interrogar quanto à adequação da actual estrutura do Grupo PT face a um período de forte contracção do mercado e do negócio, com empresas e respectivas equipas de gestão de difícil justificação, cuja extinção e integração na PT Comunicações permitiria importantes economias de escala.

Assim, aguardamos novas posições da empresa, mais consentâneas com uma justa repartição da riqueza criada com os trabalhadores da PT Comunicações que sempre contribuíram para os bons resultados que a Empresa e o Grupo apresentam e que permitem a excelente remuneração accionista que se tem verificado nos últimos anos. 

O Secretariado Nacional do SINDETELCO manifesta, desde já, a sua total disponibilidade negocial para, em conjunto com a empresa, encontrar soluções equilibradas que permitam a manutenção do clima de paz social que todos desejamos, nomeadamente através da alteração das suas propostas iniciais.


2009 - Março - 06 DENÚNCIA AE CTT 2008

 

O Secretariado Nacional do SINDETELCO apresentou no final do mês de Fevereiro de 2009 a Denúncia do AE CTT 2008, com o objectivo de alcançar uma revisão salarial justa que reponha o poder de compra aos trabalhadores.

Tendo em conta a situação estável dos CTT – Correios de Portugal e a actual conjuntura económica, o Secretariado Nacional do SINDETELCO propõe uma actualização da Tabela Salarial e Matérias de Expressão Pecuniária, a vigorar a partir de 1 de Abril de 2009, de 3,3%.

 Consideramos ser este o valor justo e exequível para os trabalhadores e que, por outro lado, permitirá à Empresa continuar a reforçar a sua sustentabilidade e o seu crescimento.

 Apresentamos, seguidamente o quadro de Diuturnidades, Abonos e Subsídios proposto pelo Secretariado Nacional do SINDETELCO: 

Matéria Salarial

AUMENTO %

Tabela Salarial

3,3%

Diuturnidades

3,5%

Subsídio de Refeição

3,3%

Subsídio de Pequeno-Almoço

3,3%

Abono de Condução

3,3%

Subsídio de Acumulação de Motoristas

3,3%

Subsídio Cargas e Descargas

3,3%

Subsídio Divisão / Indexação

3,3%

Subsídio CRT, Atendimento e CA

3,3%

Complemento Especial de Distribuição

3,3%

Subsídio de Infantário

3,3%

Subsídio de Amas

3,3%

Subsídio para Falhas

3,3%

Apoio Cessação Actividade Profissional

3,5%

Subsídio de Atendimento

3 €uros / dia

 Estamos desde já disponíveis para iniciar o processo de revisão do AE – CTT 2008.

 POR UMA REVISÃO JUSTA E QUE REPONHA O PODER
DE COMPRA AOS TRABALHADORES DOS CTT