MANUAL DE SINDICALIZAÇÃO

 

5. Uma Campanha de Sindicalização

“Ninguém adere a um Sindicato a não ser que alguém o convide a isso”

 

A força dos Sindicatos não se baseia em quaisquer teorias difíceis e  complicadas. Ela provém simplesmente da vontade dos trabalhadores se juntarem para conseguirem justiça no trabalho.

  

As Três Etapas da Sindicalização

 

A sindicalização envolve três etapas básicas:

 

1ª  Etapa – Estabelecer o Contacto

 

Há muitas maneiras de fazer contactos com potenciais aderentes ao Sindicato. A maneira que se escolhe para contactar os potenciais sócios deverá depender das circunstancias.

 

2ª  Etapa – O Trabalho do Comité de Sindicalização

 

A eficácia da sindicalização depende frequentemente do Comité de Sindicalização.

 

3ª  Etapa – A Campanha para o Reconhecimento

 

Esta etapa tem por base os objectivos e estratégias, os recursos e métodos.

  

1ª Etapa - Estabelecer o Contacto

 

Não existe uma maneira especial ou exacta de fazer o contacto. É questão de se descobrir o que é que resulta melhor. Contudo, as formas de contacto que a seguir se apresentam são alguns dos métodos que se têm mostrado eficazes:

 

Telefonemas para Casa

 

Na América muitos Sindicatos fazem telefonemas para casa dos trabalhadores. Normalmente um Dinamizador Sindical e um empregado de um determinado local de trabalho, telefonam  para casa de um outro empregado, para o tentarem persuadir a aderir ao Sindicato. Apesar desta pratica não ser muito usada noutras partes do mundo, pode vir a trazer dividendos especialmente quando os trabalhadores  moram nos arredores do local de trabalho.

  

Distribuição de Panfletos

 

Uma das formas mais directas de contacto é entregar panfletos à entrada ou saída do local de trabalho que se deseja sindicalizar. Esta é uma forma simples de fazer contactos, mas é muito imediata e normalmente não permite muito tempo para uma troca de opiniões. É contudo necessário assegurarmo-nos de que o material  que estamos distribuir é encorajador e proporciona  a possibilidade dos trabalhadores nos contactarem. Alguns Sindicatos têm usado incentivos na  tentativa de constituição de listas de potenciais sócios. Estes incentivos poderão ser esferográficas, bases para os "ratos" dos computadores, canecas, blocos de notas os quais poderão ser extremamente úteis como forma de divulgar o Sindicato em determinado local de trabalho.

  

Apresentação por uma Terceira Pessoa

 

Esta apresentação por uma terceira pessoa é um bom método. Isto acontece quando um colega ou amigo apresenta um  Dinamizador Sindical a um trabalhador ou a vários trabalhadores que estão interessados em associar-se no Sindicato. Esta pode mesmo ser a altura indicada para constituir uma lista de potenciais membros para o Comité de Sindicalização.

  

“Frente a Frente” ou “Um para Um”

 

O contacto “cara a cara” é o método mais eficaz de recrutamento de novos sócios para o Sindicato. Mas, é necessário que os Dinamizadores Sindicais sejam persuasivos. Eles deverão estar bem informados sobre as questões do local de trabalho, ser claros e objectivos sobre tudo o que o Sindicato pode fazer  e serem capazes de argumentar contra as objecções que venham a ser levantadas (ver a secção sobre formação de Dinamizadores Sindicais para descobrir como preparar os dinamizadores para o contacto “frente a frente”).

  

Telefone

 

O contacto telefónico pode ser uma forma extremamente eficiente de sindicalizar novos sócios, nomeadamente numa Empresa onde o Sindicato já tenha alguns sócios. Muitos trabalhadores nunca aderiram a um Sindicato simplesmente porque nunca ninguém os contactou nesse sentido.

 
Uso do Correio Electrónico (E-mail)  e da Internet

 

Os Sindicatos estão cada vez mais a recorrer ao uso do Correio Electrónico e da Internet como forma de fazer contactos, especialmente com os trabalhadores daquela que é industria de Alta Tecnologia.  Fazer listagens de endereços de Correio Electrónico e usar a Internet para contactar empregados que estão interessados no Sindicato podem ser maneiras muito eficazes de fazer passar a mensagem do Sindicato e simultaneamente acabar definitivamente com a imagem de que os Sindicatos são organizações obsoletas, fora de moda e organizações que nunca mudam.

 

Existem ainda muitos outros métodos de fazer contactos

 

  • Entregar panfletos nas paragens de autocarros, estações de comboio, parques de estacionamento e perto do local de trabalho;

  • Deixar panfletos nas cantinas ou cafés perto de local de trabalho;

  • Fazer publicidade nos jornais, na rádio ou até mesmo na televisão;

  • Intervir sobre questões diversas em reuniões públicas a que os trabalhadores costumam assistir.

Contactar com o Empregador

 

Normalmente vale a pena contactar com o empregador para lhe perguntar:

 

  • Se ele vê algum inconveniente na existência de um Sindicato na Empresa;

  • Se ele aceita reunir-se com o Sindicato para discutir a questão do associativismo sindical bem como o seu reconhecimento;

  • Se ele permite que o Sindicato se desloque aos locais de trabalho para falar com os trabalhadores (algumas reacções de alguns empregadores poderão vir a surpreender-nos).

 2ª Etapa - O Trabalho do Comité de Sindicalização

 

Sem a existência de um Comité de Sindicalização eficaz a campanha tende a perder o vigor e os trabalhadores acabam por perder o interesse. É opinião quase unânime dos Dinamizadores Sindicais que um Comité de Sindicalização eficaz  é um elemento indispensável na organização de uma campanha de sindicalização.

 

O Comité de Sindicalização tem como objectivo fundamental construir o associativismo sindical  e conseguir apoios para o Sindicato através de contactos cara a cara com todos os empregados no local de trabalho.

 

O Comité deve ser um grupo de trabalhadores, idealmente constituído por representantes de todos os departamentos, turnos, categorias e outros grupos. O Comité tem de estar empenhado e motivado para o trabalho. Enquanto a maioria dos trabalhadores não se tiver associado, o Comité é o Sindicato do local de trabalho. O Comité é também a fonte de toda a informação sobre o local de trabalho para o Dinamizador do Sindicato, a quem frequentemente é vedado o acesso ao local de trabalho.

 

Enquanto embaixadores do Sindicato os membros do Comité devem se capazes de:

 

  • Planear e implementar uma campanha de recrutamento sindical;

  • Falar de forma conhecedora sobre o Sindicato e sobre os benefícios que este pode proporcionar;

  • Realçar as vantagens da negociação colectiva;

  • Lidar com  perguntas hostis e com a propaganda do empregador;

  • Contrariar as práticas anti-sindicais;

  • Saber ouvir.

 O Dinamizador Sindical a tempo inteiro, é o responsável pela formação e desenvolvimento do Comité de Sindicalização para que este possa desempenhar as suas tarefas de forma eficaz. Resumindo, cada membro deverá tornar-se  num Dinamizador Sindical.

 

Reuniões regulares e sessões de formação são portanto essenciais para preparar o Comité de Sindicalização para desempenhar o seu papel (ver a secção sobre formação de Dinamizadores Sindicais, para aconselhamento de como fazer esta formação).

 

Constituição de um Comité de Sindicalização

 

O Comité de Sindicalização é a coluna vertebral da campanha de sindicalização em qualquer novo local de trabalho. É importante, portanto, constituir um bom Comité de Sindicalização e identificar claramente quais as pessoas que se precisam no Comité. Os cinco passos que seguem são muito importantes para se conseguir constituir um Comité de Sindicalização.

 

1. Selecção dos membros para o Comité de Sindicalização

 

  • Tentar assegurar uma larga representação de todas as componentes da mão de obra;

  • Os membros do Comité deverão ter boas relações de trabalho com os seus colegas  e serem respeitados e considerados pela Administração como bons trabalhadores;

  • Falar pessoalmente com cada um dos trabalhadores de forma a persuadi-los a fazerem parte do Comité.

2. Planificação da Reunião

 

  • A reunião deverá realizar-se após o trabalho a uma hora aceitável, de forma a permitir a presença do maior numero possível de trabalhadores;

  • Deverá realizar-se num local apropriado, suficientemente espaçoso e onde não existam quaisquer distracções;

  • Assegure-se de que tem quadros de marcadores com folhas;

  • Envie uma ordem de trabalhos antes da reunião;

  • Antes da reunião telefone às pessoas para confirmar a sua presença;

  • Defina com precisão os objectivos a atingir;

  • Não torne a primeira reunião muito pesada.

3. Definição dos Objectivos

 

A definição dos objectivos dependerá muito das circunstancias, em particular se os Sindicatos já têm ou não alguns sócios em determinada Empresa, mas deverá contemplar pelo menos alguns ou todos dos aspectos que se seguem:

 

  • Fazer um mapa do local de trabalho. Isto incluirá uma classificação dos trabalhadores por ordem da sua atitude relativamente ao Sindicato: os que são a favor do Sindicato, os que mostram abertura relativamente ao Sindicato mas que ainda estão na defesa,  e aqueles que são anti – Sindicato. Alguns Sindicatos usam as cores verde, amarelo e vermelho para “etiquetar” individualmente os diversos trabalhadores;

  • Definição dos assuntos chave e decisão sobre quais as mensagens chave para a campanha;

  • Elaboração de publicidade;

  • Planificação de uma campanha publicitaria;

  • Identificação das áreas alvo para recrutamento sindical;

  • Analisar como e quando os incentivos poderão ajudar a campanha de Sindicalização;

  • Identificação dos problemas e encontrar soluções para os resolver;

  • Fazer acções de formação;

  • Definir e distribuir tarefas individuais aos diversos membros, construção de listas de contacto, números de telefone, endereços postais, endereços E-mail, etc.;

  • Identificar as capacidades individuais de cada um dos membros do Comité;

  • Organizar reuniões futuras e estabelecer um calendário para a campanha. Marcar as datas com bastante antecedência.

 N.B: Para complementar o acima exposto consulte a secção sobre a gestão de um projecto.

 

4. Cumpra a Ordem de Trabalhos

 

  • Assegure-se de que cumpre os seus planos para a reunião;

  • Confirme se os objectivos foram alcançados;

  • Não se desvie da Ordem de Trabalhos a menos que seja imperativo;           

  • Não permita que a reunião se torne num fórum de debate sobre os mais diversos assuntos;

  • Anote as decisões que foram tomadas de forma clara.

5. Reveja a reunião 

  • Esteve presente toda a gente?

  • Que parte da mão de obra é que não esteve representada?

  • Começou-se a planear uma campanha na reunião?

  • Foram definidas e distribuídas tarefas na reunião?

  • Foram colocados obstáculos ou problemas?

Armadilhas

 

A maioria dos organizadores de campanhas de sindicalização dirão que estes  objectivos nem sempre são alcançados. O Comité acabará por ser constituído por alguém que apareceu na reunião. As discussões processam-se sem qualquer objectivo concreto. Os empregados assistem à reunião de uma forma passiva e acabam por não se envolver em qualquer projecto de sindicalização.

 

Muitas vezes o Dinamizador Sindical está tão descontente com o numero de empregados que assistiu à reunião que tem relutância em distribuir trabalho e muito mais em perguntar pelos resultados do trabalho distribuído anteriormente.

 

É responsabilidade do Dinamizador Sindical a tempo inteiro evitar estas armadilhas e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tornar o Comité de Sindicalização numa eficaz instituição de sindicalização.

 

3ª Etapa - A Campanha de Reconhecimento

 

Só quando existe um Comité de Sindicalização activo e um numero substancial de trabalhadores que se tornaram sócios do Sindicato, é que se poderá considerar que estão reunidas as condições necessárias para se lançar uma campanha de reconhecimento. O nível de associativismo sindical (número de trabalhadores sindicalizados) costuma ser o factor decisivo em quase todos os casos.

           

Esta campanha depende também da legislação laboral existente em cada país. A legislação sobre os direitos sindicais difere de país para país. Indicamos aqui, a título de exemplo, alguns dos sistemas existentes:

 

  • Reconhecimento voluntário por parte da Empresa;

  • Reconhecimento automático baseado no principio de um número substancial de trabalhadores sindicalizados;

  • Reconhecimento  por votação da mão de obra;

  • Reconhecimento automático nos países onde é indicado aos trabalhadores qual o Sindicato em que se devem associar;

  • Reconhecimento para resolução de conflitos individuais mas não para fins de negociação colectiva.

Procurar obter o Reconhecimento

 

A campanha para obter o reconhecimento da Empresa deve ser lançada durante uma reunião geral dos sócios, apesar de ser importante manter informados aqueles  trabalhadores que simpatizam com o Sindicato, mas que ainda não se associaram.

 

Seja Realista

 

É importante não se alimentarem as expectativas dos sócios quanto à possibilidade de um rápido e fácil reconhecimento, mas sim explicar-lhes que poderá ser necessário uma longa campanha (uma vez mais, esta situação depende da legislação em vigor no país).

 

Recurso a uma Terceira Entidade

 

O Sindicato deverá escrever ou contactar a Administração solicitando o  reconhecimento. Se a Administração se recusar a reunir com o Sindicato ou a conceder o  reconhecimento, então o Sindicato deverá prosseguir com o caso ou para os Tribunais de Trabalho ou Judiciais, ou submeter o assunto a Mediação ou Arbitragem, dependendo  da legislação existente no País.

  

Acção Política

 

É importante desenvolver uma campanha política paralelamente com o pedido de reconhecimento. Solicite aos políticos e a outras entidades publicas proeminentes que se expressem publicamente em favor do direito que os trabalhadores tem de serem representados pelo seu Sindicato.

 

Comparações

 

Faça referências públicas ao direito civil básico que um indivíduo tem de se fazer representar por um profissional no local de trabalho. Se considerar relevante poderá sempre fazer uma comparação com o direito que um cidadão tem de se fazer representar em tribunal por um advogado.

 

Meios de Comunicação Social

 

Muitas vezes uma boa campanha nos meios de comunicação social com declarações publicas e uma boa cobertura a nível nacional e local, pode ajudar muito a campanha. Mas não se deve esquecer de perguntar aos trabalhadores envolvidos se a campanha nos meios de comunicação social merece a sua aprovação. Pode também dar-se o caso da Empresa estar quase a conceder o reconhecimento, pelo que uma campanha publica nos meios de comunicação social pode ser extremamente contraproducente.

 

Fazer subir a moral e a confiança.

 

Assegure-se de que Comité de Sindicalização e os sócios ao nível do local de trabalho têm materiais suficientes, tais como: pisa papéis, canecas, canetas, crachás, panfletos, etc. para ajudarem a fazer crescer o moral dos trabalhadores no local de trabalho relativamente à campanha de reconhecimento.

 

É importante que durante a campanha, se realizem reuniões frequentes com o Comité de Sindicalização no sentido de verificar:

 

1.  O nível de apoio à campanha;

2.  Qual o nível de oposição da Administração da Empresa;

3.  Quem são concretamente os Administradores que se opõem à campanha;

4.  Como é possível cativar eventuais trabalhadores que fazem campanha contra o Sindicato;

5.  Se alguns dos não aderentes ao Sindicato estão a ser discriminados durante a campanha;

6.  Que os números são suficientes para ganhar qualquer eleição (é importante que nestes casos os trabalhadores subscrevam uma moção de apoio ao Sindicato, de forma a que o Dinamizador Sindical possa determinar o numero de votos pelo numero de subscritores).

 

Conclusão

 

As campanhas para ganhar o reconhecimento podem ser afectadas por muitos factores, que poderão estar relacionados com o envolvimento da Empresa, com a legislação em vigor e com o ambiente político e cultural existente. No entanto, é essencial que a campanha seja conduzida de uma forma profissional e com a mesma perícia e energia que seriam empregues numas eleições gerais ou em qualquer outra campanha de grande envergadura.  Poderá ser extremamente vantajoso identificar os trabalhadores que já estiveram envolvidos noutras campanhas e solicitar-lhes que usem a sua experiência para ajudar a subir a moral dos trabalhadores e para promover a campanha junto dos seus colegas de trabalho.

 

É imperativo que o Responsável pela Sindicalização e o Comité de Sindicalização, não iniciem a campanha prematuramente, pois arriscam-se a perdê-la!

 

Como lidar com uma Administração hostil

 

Muitas campanhas de sindicalização irão encontrar uma resposta hostil por parte da Administração da  Empresa. Esta poderá apresentar-se de diversas formas: 

  • Recusa do acesso aos locais de trabalho;

  • Tentar evitar a distribuição de panfletos;

  • Remoção do material de publicidade do Sindicato;

  • Espalhar propaganda anti – sindical;

  • Ameaças de encerramento de secções;

  • Escarnecer dos responsáveis sindicais;

  • Intimidando ou fazendo represálias sobre os trabalhadores;

  • Coagindo os activistas sindicais;

  • Tentando denegrir as reivindicações sindicais;

  • Oferecendo incentivos aos trabalhadores para se manterem fora do Sindicato;

  • Interrompendo as reuniões sindicais convocando reuniões de Administração.

Quando se realizam reuniões para explicar o que é que o Sindicato pode fazer pela mão de obra, é de esperar que representantes da Administração queiram assistir.

 

Devemos pois estar preparados para saber como lidar com algumas ou com todo o tipo de tácticas. Para tal devemos assegurar-nos de que: 

  • Conseguimos contrariar a propaganda da Administração muito rapidamente. Devemos expressar claramente os nossos pontos de vista. De uma forma simples. De uma forma sistemática. De uma forma verdadeira.

  • Há maneiras de comunicarmos com os trabalhadores que não estão dependentes da cooperação da Administração;

  • Devemos estar sempre disponíveis para apoiar os membros do Comité de Sindicalização;

  • Podemos ter acesso imediato aos Advogados do Sindicato;

  • Podemos organizar reuniões fora do local de trabalho e fora das horas de serviço;

  • Os trabalhadores interessados no Sindicato podem sempre contactar-nos em privado.

O Perigo da Apatia

 

O sentimento de apatia relativamente aos Sindicatos é provavelmente um inimigo maior  do que um sentimento de hostilidade aberta por parte da Administração ou de alguns trabalhadores. Muitas vezes a apatia deve-se às seguintes razões: 

  • Medo da Administração;

  • Insegurança no Emprego;

  • Isolamento, sensação de impotência  e desespero sobre a possibilidade de fazer uma mudança positiva;

  • Incerteza sobre como ou quando é que o Sindicato pode ser de utilidade;

  • Incerteza sobre a maneira como o Sindicato poderá ajudar;

  • Falta de conhecimentos sobre os direitos laborais e sobre os Sindicatos;

  • Um certo cinismo resultante de más experiências no passado;

  • Individualismo – que se traduz numa postura de “Eu não preciso de mais ninguém. Eu sei muito bem tomar conta de mim próprio”;

  • Opiniões negativas sobre os Sindicatos com origem em preconceitos de raça, sexo, etc;

  • Problemas pessoais ou familiares;

  • Objecções por parte dos parceiros, dos pais, dos amigos ou da Igreja.

Se adoptarmos uma atitude de culpabilização das pessoas pela sua apatia, apenas conseguiremos que elas adoptem uma atitude de defesa relativamente a nós. Mas,  se pelo contrario, tentarmos perceber porque é que uma determinada pessoa se sente apática, talvez possamos ser capazes de a ajudar a ultrapassar o problema que a faz  manter de pé atrás.

  

Ultrapassar a Apatia

 

Quando nos aproximamos dos trabalhadores com o intuito de os sindicalizar, devemos ter uma postura positiva e nunca expressar a ideia de se quererem alcançar objectivos irrealistas. Devemos ser claros relativamente às razões a favor da nossa actividade sindical e sermos capazes de dar  sinais  e ideias positivas aos trabalhadores no sentido de contrariarmos a sua apatia. Alguns dos aspectos positivos em que nos podemos centrar são: 

  • O poder colectivo para melhorar as condições – cite as experiências de outros locais;

  • Uma forma de resolver os problemas;

  • Uma oportunidade para participar na planificação e na tomada de decisões;

  • Respeito e auto estima;

  • Benefícios que traz o Sindicato;

  • Higiene e segurança no trabalho;

  • Igualdade de oportunidades.